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O Fosso dos Heróis

fotografias de Filipe Ferreira
de Ágata Pinho
Cassandra, filha de Príamo e Hécuba, antigos reis de uma Troia devastada pela guerra, é feita prisioneira. Ela sabe que vai morrer, dotada que é da capacidade de prever o futuro. No entanto, em O Fosso dos Heróis, a profetisa olha para trás, para o passado, invertendo o que dela é esperado.
Sendo uma das poucas sobreviventes do conflito, entrega-se a um exercício de memória e a uma reflexão sobre as atrocidades da guerra. Testemunha da inteligência humana que constantemente falha em reconhecer a repetição do erro, a sua figura converte-se no símbolo, por excelência, da mulher aniquilada em cenário bélico e antagonista do herói tradicional.
Este espetáculo é uma releitura livre do texto de Christa Wolf, Cassandra, de 1983, que oferece uma visão feminina sobre a guerra. Num vaivém entre Cassandra e Eneias, Ágata Pinho e Óscar Silva propõem, em cena, uma reinterpretação da tragédia.
a partir de Cassandra de Christa Wolf
encenação e dramaturgia Ágata Pinho
com Ágata Pinho e Óscar Silva e, no vídeo, Mónica Calle, Solange Freitas, Paula Garcia e Isabel Costa
vídeo Joana Linda
captação de som (vídeo) Sara Morais
pós-produção áudio (vídeo) Bruno Simões
desenho de luz e operação André Calado
música original e sonoplastia Diana Combo e Los Niños Muertos (André Tasso e Bruno Humberto)
figurinos António MV, com execução de Ana Teresa
operação de vídeo e som Ricardo Vaz Trindade
apoio à dramaturgia Mickael de Oliveira
apoio ao espaço cénico Ricardo Vaz Trindade
apoio à produção Marta Félix
apoios Fundação Calouste Gulbenkian, Câmara Municipal de Lisboa (Lisboa Film Commission e Escola de Jardinagem), Companhia Olga Roriz, Galeria Zé dos Bois, Pollux